Imagens registram a formação do temporal arrasador em Giruá


Tempestade severa com vento e granizo atingiu o município de Giruá, no Noroeste do Rio Grande do Sul, por volta das 22h da quarta-feira, e causou muitos estragos. Segundo balanço oficial das autoridades locais, a tempestade provocou uma morte e deixou mais de 50 feridos.

O Corpo de Bombeiros de Giruá confirmou que 57 pessoas ficaram feridas na cidade como consequência de violento temporal e foram atendidas pela SAMU e o hospital local. Duas tiveram que ser removidas para cidades vizinhas para atendimento, uma em estado grave.

O vendaval causou o desabamento de ginásio com quadras no instante em que pessoas praticavam esportes no local, deixando vários feridos e pessoas sob os escombros da cobertura que veio abaixo com as força das rajadas.

A tempestade severa ainda deixou casas destruídas, postes caídos, árvores derrubadas pelo vento e coberturas de residências e galpões arrancados com a força do vendaval. Muitas árvores tombaram na pista em estradas da região, como na RS-344, no acesso ao município de Giruá.

Imagens de satélite registraram a formação da tempestade que atingiu o município de Giruá. O temporal surgiu sobre a província argentina de Misiones, onde entre 20h e 21h se formaram nuvens muito carregadas no lado argentino da fronteira.

Entre 21h e 22h, na hora anterior ao temporal no município do Noroeste do Rio Grande do Sul, a instabilidade explodiu em tamanho com as poucas nuvens carregadas que estavam na província argentina de Misiones dando lugar a um aglomerado de nuvens de tempestade conhecido como Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM).

Entre 22h de quarta e 1h desta quinta-feira, o aglomerado de nuvens carregadas ganhou ainda mais força e se deslocou no sentido de Oeste para Leste pela Metade Norte do Rio Grande do Sul, ainda com chuva intensa, granizo e vendavais.

A sequência de imagens a seguir do satélite meteorológico GOES-16 mostra os registros hora a hora entre o começo do sistema de tempestades no início da noite de quarta-feira sobre a Argentina e a sua fase madura no Sul do Brasil na madrugada desta quinta-feira.

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil das 21h de quarta-feira (15/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil das 22h de quarta-feira (15/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil das 23h de quarta-feira (15/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil da 0h de quinta-feira (16/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil da 1h de quinta-feira (16/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil das 2h de quinta-feira (16/11) | METSUL

Imagem de satélite do GOES-16 do Sul do Brasil das 3h de quinta-feira (16/11) | METSUL

Uma vez que era ampla área de tempestades, característica de um sistema convectivo de mesoescala, a zona atingida por temporais foi ampla. Isso fez com que mais cidades também tivessem sido afetadas por tempestades de vento e granizo na Metade Norte do Rio Grande do Sul, do Noroeste gaúcho até o Vale do Paranhana.

Estas formações de aglomerados de nuvens de tempestades não são incomuns. Todos os anos elas ocorrem principalmente entre o Nordeste da Argentina, o Paraguai e o Sul do Brasil nos meses quentes da primavera e do verão, especialmente sob condições de atmosfera quente, úmida e muito instável.

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