veja quem é Lívia Moura, irmã de ex-jogador do Flamengo


Presa na manhã desta terça-feira, na Zona Oeste do Rio, a irmã do ex-jogador de futebol Leo Moura, Lívia da Silva Moura foi denunciada por ao menos 20 pessoas pela venda de pulseiras falsas para a Sapucaí. A polícia estima que ela teria feito cerca de 50 vítimas e cobrava valores entre R$ 2 e 6 mil para os falsos ingressos em camarotes do Sambódromo.

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A casa de Lívia, na Freguesia, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Lá, foram encontradas pulseiras, celulares e chips. Segundo denúncias feitas por vítimas, Lívia chegou a fazer vídeo chamadas da área de credenciamento dos camarotes para conferir credibilidade ao golpe. As vendas dos ingressos oferecidos por ela seriam para desfiles de escolas do Grupo Especial, de domingo, de segunda-feira e ainda para os Desfiles das Campeãs. É importante ressaltar que o irmão de Lívia, o ex-jogador e ídolo do Flamengo, Leo Moura, não tem ligação com os golpes e não é alvo de qualquer investigação policial.

Polícia apreende pulseiras, celulares, chips e pendrives na casa de suspeita — Foto: Mayra Castro/O Globo
Polícia apreende pulseiras, celulares, chips e pendrives na casa de suspeita — Foto: Mayra Castro/O Globo

Com um farto histórico de golpes, Lívia já responde na Justiça por outros dois casos de estelionato. Em um deles, o o juízo da 5ª Vara Criminal da Capital decretou a revelia de Lívia em um processo em que ela é acusada de furtar e assinar cheques do jogador de futebol Renato Augusto, atualmente no Fluminense — ou seja, a ação continuará correndo mesmo sem o comparecimento da acusada às audiências.

Na ocasião, ela teria sido contratada para cuidar das atrações da festa de um ano de casamento do atleta, com promessa de shows de artistas como Thiaguinho, Péricles e MC Marcinho. As apresentações, porém, nunca chegaram a acontecer.

Em 2022, Lívia já foi alvo de mandado de prisão pela venda de ingressos falsos para o Rock In Rio, o golpe era aplicado por site falso com pagamento via pix. Ela chegou a ser considerada foragida após não ser encontrada pela polícia em sua residência na Zona Oeste. A denúncia da fraude foi feita pela empresa de Roberto Medina após ao menos 19 pessoas terem sido barradas de entrar no festival por ingressos falsos, todos comprados pelo site de Lívia, que imitava o oficial. Na ocasião, os investigadores afirmaram que a mulher deu um golpe milionário.

Ela teve a prisão preventiva decretada, já que uma investigação concluiu que ela fez passar-se por representantes dos organizadores do Rock in Rio para vender ingressos falsos. No dia 15 de dezembro último, o juízo especial do torcedor e dos grandes eventos, responsável pela tramitação do processo de estelionato que Lívia responde, atendeu pedido da defesa e converteu a preventiva da suspeita em domiciliar. O benefício foi condicionado a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica. Segundo informação do RJTV, ela nunca apareceu para colocar o monitoramento eletrônico. O Globo não conseguiu contato com a defesa de Lívia da Silva Moura.

Ingressos falsos (à esquerda) para o Rock in Rio são similares aos originais, a não ser por detalhe na cor. Numeração era igual aos verdadeiros para simular regularidade — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo
Ingressos falsos (à esquerda) para o Rock in Rio são similares aos originais, a não ser por detalhe na cor. Numeração era igual aos verdadeiros para simular regularidade — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Outro golpe orquestrado pela irmã do jogador foi contra um grupo de 30 torcedores do Flamengo que viriam ao Rio assistir a um jogo em 2019.

Uma das vítimas do golpe dos ingressos para a partida entre o Flamengo e o Grêmio, em 2019, disse que Lívia vendeu os ingressos falando que tinha um contrato com o Clube de Regatas Flamengo, que repassaria as entradas para o jogo contra o Grêmio. No entanto, o grupo nunca recebeu os ingressos. O prejuízo do grupo teria sido de R$ 25.920 apenas com os ingressos, fora passagem, acomodação e alimentação durante a passagem pelo Rio.

Lívia Moura tinha crachá falso como organizadora do Rock in Rio, festival o qual vendeu ingressos falsificados — Foto: Reprodução
Lívia Moura tinha crachá falso como organizadora do Rock in Rio, festival o qual vendeu ingressos falsificados — Foto: Reprodução

Sem entregar os ingressos, Lívia disse ao grupo que devolveria o valor dos 30 ingressos, o que também nunca chegou a acontecer. Para tentar se livrar das acusações, a golpista chegou a enviar um comprovante de depósito falso. Daniel deu queixa na 12ª DP (Copacabana), mas Lívia não pode ser presa, já que o flagrante já havia passado.



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